domingo, 4 de maio de 2008

Fim da fila...

Foto: Federação Paulista de Futebol
E não é que o Palmeiras conseguiu? Depois de fazer sabe-se lá o que com o time do São Paulo naquele domingo no Estádio Palestra Itália lhes foi permitido voltar a jogar lá e foi neste cenário que se encerrou a fila de doze anos.
Em princípio eu queria que o Guaratinguetá fosse o campeão. Porque foi um pecado o que se deu, não é? O time foi líder durante todo o campeonato e na hora H deu tudo errado... Aliás, onde estão os defensores do campeonato por pontos corridos, Sr. Wanderlei Luxemburgo? Eu não sou uma delas! Adoro finais de campeonato, mas o Sr. Treinador da Equipe do Palmeiras é um franco defensor desta idéia, mas certamente hoje está amando o campeonato com finais, certo?
Depois do que a Ponte Preta fez com o Guaratinguetá, o resultado da outra semi-final era para mim quase que indiferente. Explico-me: que eu torça em favor do Palmeiras é uma heresia, mas também o São Paulo precisava pôr o “rabinho entre as pernas” de modo que em qualquer desfecho eu teria o que comemorar.
Sendo assim, o confronto final foi definido e eu fiquei torcendo pela Macaca – até porque não tinha como ser diferente, não é?
Primeiro jogo no Moisés Lucarelli. Não acompanhei e senti... Proventos para o Palmeiras e certa desesperança de minha parte de que a situação fosse ser revertida. Já o Zin e a Vovó permaneceram confiantes. Bastavam dois gols de diferença em favor da Ponte Preta e a casa dos porcos cairia. O resultado do Palmeiras na rodada do meio de semana na Copa do Brasil reacendeu meu ânimo e eu acreditei em uma luz no fim do túnel.
Domingo, o carteado rolando solto na casa da mamãe – jogamos muito buraco – jogo no Palestra e eu não vi de novo. Só ouvia a festa no entorno do prédio e desgostava. O Zin atualizava as informações. Um. Dois. Intervalo. Era muito difícil, mas por que não? A Macaca precisava fazer quatro, mas tinha mais quarenta e cinco minutos para tentar. Não deu. Palmeiras três. Quatro. Cinco! O destino foi selado. Era do Palmeiras.
Foi então que se eu já não estava gostando, passei a abominar.
Situação bizarra: o treinador do time que se sagrará campeão em alguns minutos deixa o gramado. "Os jogadores é que merecem a festa" – justifica ele. Inacreditável!
E aí é a vez da torcida aprontar... O jogo acaba. Palmeiras, vinte e duas vezes campeão, e a sua torcida não comemora. Vandaliza! Transformam as ruas ao redor do estádio em praça de guerra. Quem não tinha ingresso para ver o jogo ao vivo resolve entrar no estádio para comemorar. A polícia não deixa. Esta situação “poderia colocar em risco a segurança dos demais e estourar a capacidade do estádio” explica o comandante do policiamento. Os marginais não aceitam não como resposta e entram em confronto. Passam a jogar um sem número de objetos em direção à tropa, que reage. Com violência naturalmente... Sim porque ninguém é civilizado! Nem um lado e nem o outro. A torcida joga garrafas de cerveja e a polícia responde com bombas de efeito moral. E a torcida começa um corre-corre enquanto a polícia distribui “borrachadas”. Que feito! Que lindo!
Na confusão, outros civis comuns – famílias inteiras incluindo crianças – se vêem no meio de um bombardeio. Segundo as notícias estes também apanharam, se machucaram.
Não se sabe dizer ao certo quantos foram presos ou ficaram feridos, mas para mim não importa! Esse tipo de situação é inaceitável. É uma imoralidade! E ninguém faz nada a respeito... Gente de bem continua se ferindo, morrendo e matando por aquilo que deveria ser só esporte, prazer e paixão...
Foi com a torcida do Palmeiras, mas se fosse com a do Corinthians eu teria o mesmo desprezo, a mesma indignação, a mesma repulsa...
Não se pode torcer assim, não é?

1 opiniões:

Olly disse...

ADORO!!!! Viva o palestra 9 e na boa, contra o Palmeiras ou não, detesto a macaca)
beijos