Foto: Autor desconhecido
Hoje eu recebi um e-mail da minha tia – irmã da minha mãe – intitulado Teimosia e escrito por Paulo Roberto Gaefke. Imediatamente me lembrei de uma amiga que tive, a Tatiana.
Conhecemos-nos quatorze anos atrás. Ela era uma pessoa bacana. Nós jogávamos handball juntas. E a amizade apareceu. Eu morava no Rio de Janeiro nesta época. Mudei-me de volta para São Paulo um ano depois de conhecê-la e a amizade foi bem por mais um ano. Daí ela inventou de ter ciúme de outra amiga que eu tinha por aqui, terminamos nos desentendendo por uma bobagem qualquer e deixamos de nos falar.
Um belo dia ela resolveu aparecer de novo. Ligou-me sem qualquer motivo dizendo-se arrependida pela briga que tivéramos um ano e meio antes. Conversamos bastante e voltamos a nos corresponder. Não sei exatamente como isso ficou para ela, mas eu já não era a mesma. A confiança e a dedicação a esta amizade havia mudado em mim significativamente.
Há três anos e meio ela veio morar em São Paulo. Veio para trabalhar. Coincidentemente na mesma companhia que eu. Apesar disso nos víamos pouco. Falávamos-nos muito ao telefone, mas nos encontrávamos raramente.
Poucos meses depois eu comecei a namorar o Rô e ela estava deixando uma relação muito complicada. Ela ameaçou suicidar-se algumas vezes e a coisa toda estava ficando doentia.
Mais seis meses e tivemos outra discussão imbecil que nos fez romper com a amizade definitivamente. A conversa tratava de semântica. Exatamente a semântica discutida no texto que publico a seguir.
“TEIMOSIA
‘O relógio mais certo do mundo é o do teimoso!’
Ter perseverança e lutar pelos objetivos é muito bom. Ter uma meta e perseguir com determinação é melhor ainda. Mas, muita gente anda confundindo "determinação" com "teimosia", e por isso, anda sofrendo mais do que "pé em sapato apertado". Dando murro em ponta de faca, querendo fazer o que não consegue, tentando mudar quem não quer mudar, ter o que não pode ou não deve, ser quem não é, fazer o que não sabe, falar do que não viu...
A teimosia é uma forma de tortura pessoal, é o caminho mais rápido para a obsessão, porta que se abre para as doenças nervosas e mentais.
Aprenda em primeiro lugar que até as pedras mudam de lugar, e nem precisam ser redondas para rolar pelo caminho, pois o tempo, através do vento, da chuva e outros elementos, vão cuidando de movimentar até as maiores rochas.
Hoje eu recebi um e-mail da minha tia – irmã da minha mãe – intitulado Teimosia e escrito por Paulo Roberto Gaefke. Imediatamente me lembrei de uma amiga que tive, a Tatiana.Conhecemos-nos quatorze anos atrás. Ela era uma pessoa bacana. Nós jogávamos handball juntas. E a amizade apareceu. Eu morava no Rio de Janeiro nesta época. Mudei-me de volta para São Paulo um ano depois de conhecê-la e a amizade foi bem por mais um ano. Daí ela inventou de ter ciúme de outra amiga que eu tinha por aqui, terminamos nos desentendendo por uma bobagem qualquer e deixamos de nos falar.
Um belo dia ela resolveu aparecer de novo. Ligou-me sem qualquer motivo dizendo-se arrependida pela briga que tivéramos um ano e meio antes. Conversamos bastante e voltamos a nos corresponder. Não sei exatamente como isso ficou para ela, mas eu já não era a mesma. A confiança e a dedicação a esta amizade havia mudado em mim significativamente.
Há três anos e meio ela veio morar em São Paulo. Veio para trabalhar. Coincidentemente na mesma companhia que eu. Apesar disso nos víamos pouco. Falávamos-nos muito ao telefone, mas nos encontrávamos raramente.
Poucos meses depois eu comecei a namorar o Rô e ela estava deixando uma relação muito complicada. Ela ameaçou suicidar-se algumas vezes e a coisa toda estava ficando doentia.
Mais seis meses e tivemos outra discussão imbecil que nos fez romper com a amizade definitivamente. A conversa tratava de semântica. Exatamente a semântica discutida no texto que publico a seguir.
“TEIMOSIA
‘O relógio mais certo do mundo é o do teimoso!’
Ter perseverança e lutar pelos objetivos é muito bom. Ter uma meta e perseguir com determinação é melhor ainda. Mas, muita gente anda confundindo "determinação" com "teimosia", e por isso, anda sofrendo mais do que "pé em sapato apertado". Dando murro em ponta de faca, querendo fazer o que não consegue, tentando mudar quem não quer mudar, ter o que não pode ou não deve, ser quem não é, fazer o que não sabe, falar do que não viu...
A teimosia é uma forma de tortura pessoal, é o caminho mais rápido para a obsessão, porta que se abre para as doenças nervosas e mentais.
Aprenda em primeiro lugar que até as pedras mudam de lugar, e nem precisam ser redondas para rolar pelo caminho, pois o tempo, através do vento, da chuva e outros elementos, vão cuidando de movimentar até as maiores rochas.
Por isso, os que acreditam que não vão mudar nunca, são os que mais recebem "lições de mudança" do tempo. São os ventos da contrariedade, as chuvas da decepção, o furacão de problemas que se repetem e surgem pela obstinação, pela "cegueira" que a teimosia provoca.
Estamos aqui para aprender, estamos na grande escola da vida, e não somos perfeitos!Temos lições que necessitamos aprender, temos amores que não devemos viver, trabalhos que não nos servem, prêmios que não nos pertencem, lutas que teremos de passar, pensamentos que devemos mudar, caminhos que não são bons, verdades que não duram uma década, talvez nem um dia, porque não são verdades, são as nossas verdades caprichosas...
Por isso, faça hoje o que deve ser feito, tenha (ou crie) disciplina nas suas coisas, mude o pensamento, o caminho, a certeza, na dúvida, duvide, acredite mais em você, mas lembre-se: errar é humano sim, mas persistir no erro...”
Não sei mais nada dela. Saí da empresa, me casei, mudei de endereço e de telefone, mas hoje me peguei lembrando-me dela com este texto. E lembrei-me também que na próxima semana uma amiga comum se casará.
Não sei se a verei, mas também hoje não faz mais nenhuma diferença. “Águas passadas não movem moinhos” diria a minha avó. Eu não guardo mágoas, ressentimentos e não desejo nenhum mal a ela. Guardo boas lembranças de uma amizade que se foi.
Seja feliz Tati! Onde quer que você esteja, fazendo seja lá o que for que a permita vencer.
Não sei mais nada dela. Saí da empresa, me casei, mudei de endereço e de telefone, mas hoje me peguei lembrando-me dela com este texto. E lembrei-me também que na próxima semana uma amiga comum se casará.
Não sei se a verei, mas também hoje não faz mais nenhuma diferença. “Águas passadas não movem moinhos” diria a minha avó. Eu não guardo mágoas, ressentimentos e não desejo nenhum mal a ela. Guardo boas lembranças de uma amizade que se foi.
Seja feliz Tati! Onde quer que você esteja, fazendo seja lá o que for que a permita vencer.


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