terça-feira, 2 de setembro de 2008

É tão efêmero...

Foto: Autor desconhecido
Há dias em que eu acredito realmente que não há nenhuma justiça no mundo. Especialmente justiça divina. Dizem por aí que “aqui se faz, aqui se paga”, mas isso não é – necessariamente – verdade.
Conheço muita gente – muita gente mesmo! – que bebe, que fuma, que consome gorduras, que dorme pouco e que faz todo esse monte de coisas que encurtam a vida. Ainda que façam isso apenas eventualmente, elas corrompem o organismo e deveriam morrer bem mais cedo do que as pessoas que não o fazem, não é? Essa deveria ser a lógica. É assim que – ao menos teoricamente – deveria ser a lei da vida. Acontece que no mundo real a coisa é bem diferente...
Há quatro anos – que se completam no próximo dia 07 – morreu uma prima minha aos 42 anos vítima de uma trombose cerebral. Como? Exatamente! Foi essa a pergunta que nos fizemos na época e que fazemos até hoje. A Vera era na verdade filha da prima da minha avó, portanto minha prima distante de sangue, mas muito próxima em convívio já que minha família é super grudada.
Foi um choque porque ela era da tal geração saúde: alimentação equilibrada, lotada de alimentos saudáveis, não bebia, não fumava, fazia exercícios... Tudo que deve prolongar a vida. Ela não tinha nenhuma doença pré-existente e morreu. Foi-se jovem.
Hoje eu soube que uma colega de escola morreu. Morreu ontem vítima de uma parada cardíaca. Nós não éramos amigas e não tínhamos muito contato. Encontrávamos-nos em churrascos promovidos para reunir a turma do colegial. E eu fiquei sabendo pelo nosso grupo de e-mail. Ela tinha 29 anos, era ativa, feliz, cheia de vida...
Qual é a lógica disso? Onde está a justiça na morte? E eu nem vou falar de mortes violentas porque essas fogem a quaisquer regras, mas a morte vista assim, natural, essa não tem lógica também.
Esteja em paz, Cris, e que Deus ilumine a vida de seus pais para que eles suportem a dor e que tenham serenidade bastante para acompanhar a inversão total da ordem – que deveria ser natural – das coisas...