Eu, aqui, conto um bocado das minhas experiências como madrasta. Publico coisas que aconteceram comigo e o que fiz para resolvê-las. Nem de longe se trata de um guia sobre o assunto e muito menos tem a pretensão de sê-lo. É apenas um relato sobre mim, a minha vida e as minhas experiências, problemas, dilemas e soluções.
Quase todas as soluções que dei à minha vida foram tomadas por mim mesma, baseadas na minha própria realidade e no meu próprio bom senso. Sempre soube que não era uma única voz na multidão. Além das experiências próximas, dentro da minha própria família, descobri muitas outras mulheres na mesma condição. Algumas inclusive em estado muito pior que o meu.
Bem lá no início do meu relacionamento, achei a Associação de Madrastas e Enteados. A A.M.E. foi fundada e é dirigida pela Roberta Palermo autora de Madrasta: Quando o homem da sua vida já tem filhos. Obra que nunca li, por sinal.
No fórum encontrava relatos destas guerreiras e neles vi algumas dicas e sugestões para os mais variados assuntos que envolvem a vida de madrasta. Nem sempre concordei com elas ou as segui na minha empreitada, mas eram ao menos contrapontos de reflexão. Na verdade, eu nunca me encarei como guerreira. Sei o quanto me custou, o quanto ainda custa e sei todos os sacrifícios que fiz e faço para ter o Rô, mas, conhecendo algumas daquelas histórias, considero que tive significativa sorte na escolha de marido. Não só pelo marido em si e por todas as suas qualidades e maravilhas, mas porque a Priscila – nem em seus piores dias – chega aos pés dos demônios de ex-mulheres que elas encontraram na vida.
Hoje sou membro do grupo e divido com elas o que aprendi e como resolvi uma série de situações em minha vida. E, muitas vezes, aprendo com elas também. Como tenho aprendido recentemente a preparar a mim e ao Théo para a chegada de um meio-irmão programado, em princípio, para 2010. Sendo assim, fica a minha dica.
Até a próxima!


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